LOBO REPÓRTER

02/08/2011 – 18h29

Conheça o lobo que vive na América do Sul e não tem nada de malvado

Da Redação
O lobo-guará está longe de ser parecido com o lobo mau, que você conhece da história da Chapeuzinho Vermelho. Na verdade, ele é um lobo bem manso, que se alimenta principalmente de vegetais e insetos. Sua comida predileta é a fruta-do-lobo, também conhecida como lobeira, uma espécie de planta típica dos campos e cerrados, parente do tomate e da batata.

Talvez você já tenha ouvido falar nessa espécie animal porque o lobo-guará está desaparecendo da natureza e está na lista dos animais ameaçados de extinção no Brasil. Um dos motivos principais para isso acontecer é a destruição do ambiente onde ele vive.

A espécie é da família dos canídeos, a mesma dos cachorro domésticos e o nome científico é Chrysocyon brachyurus. É um animal de grande porte, que chega a medir 80 cm de altura, 1,5m de comprimento (da cabeça até a ponta do rabo), e tem até 40 cm de cauda. Quando adulto, pode pesar 23 kg, e é considerado o maior canídeo da América do Sul.

Hábitos de lobo

O lobo-guará vive solitário e até é um pouco tímido e amedrontado. Ele foge de locais habitados pelo homem e até de cães domésticos. Evita se aproximar de fazendas com ovelhas, bezerros ou galinhas, pois para ele estes animais representam perigo. E o que ele quer mesmo são pequenos animais, insetos e as frutas silvestres, que conhece bem.

Durante a noite, caminha longas distâncias para conseguir alimento, e dorme durante o dia para repor as energias.

Filhotes
O pesquisador Flávio Henrique Guimarães Rodrigues, que é biólogo do Instituto para a Conservação dos Carnívoros Neotropicais, conviveu bastante com esses bichinhos.

Segundo ele, o lobo-guará se reproduz logo após os 2 anos de idade, mas a espécie enfrenta um problema sério com seus bebês. Há um alto índice de mortalidade, ou seja, de cada ninhada, vários são os filhotes que acabam morrendo antes de completar 1 ano. A época de reprodução do lobo-guará é entre julho e setembro, bem no período de inverno no hemisfério sul.

 

A CASA DO LOBO

O lobo-guará vive na região central da América do Sul, ocupando áreas de seis países: Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai, Peru e Uruguai.

No Brasil, ele está distribuído por todo o território, menos na região amazônica. O local brasileiro de maior concentração desta espécie é o Cerrado, que tem sido bastante desmatado.

FONTE: UOL CRIANÇAS

Temos na Ecovila em que vivemos um especial sistema democrático de tomada de decisões, proposto pelos próprios membros da comunidade e que contempla as opiniões e os desejos de cada um dos ecovilenses, na medida em que eles sejam compartilhados com uma parte significativa das pessoas oficialmente vinculadas à nossa comunidade. Isso nos mais diferentes assuntos, problemas e interesses e com a possibilidade de revisão periódica das regras estabelecidas. Conto sobre esses e outros aspectos das vivências que ali temos, no livro que escrevi recentemente de título “Um fazer diferente: vida em Ecovila”.

Foi com esse espírito compartilhado de criação e decisões que nos engajamos, há algum tempo, naescolha dos nomes das ruas da Vila. Numa intensa rede de discussões, em que várias idéias foram sendo apresentadas, contrapostas, adicionadas, negadas e, finalmente, buriladas, chegamos aos nomes definitivos de cada uma das ruas que compõem o cenário do espaço geográfico que ocupamos. E esses nomes têm estreita ligação com as condições naturais que são mais expressivas no caso de cada uma delas. Assim, com o respaldo da Câmara Municipal do município a que pertencemos, ficou estabelecido que a entrada da Ecovila, em que não haverá casas, se chamaAlameda Mãe Terra, nome que lhe é muito apropriado, pela exuberância da Natureza que a ladeia. Contígua a ela, e em função das nascentes que deságuam em suas imediações, fica o Caminho das Águas Claras. Na rua em que moro, existe uma mata muito especial e, exatamente por isso, ela se chama Rua da Mata. Além disso, bem lá no alto, de cujas casas vemos o Sol nascer e se por, fica aAlameda do Sol. E no caminho em que existem duas charmosas mangueiras era mais que natural que optássemos por denominá-lo de Alameda das Mangueiras.

Finalizado todo o processo de nomeação, resolvemos, então, que as placas seriam feitas emmosaico, executados preferencialmente em mutirões comunitários sob a minha coordenação. Os desenhos também foram propostos de acordo com os motivos norteadores dos nomes e ficaram ao encargo, em grande parte, de um dos casais de ecovilenses que atualmente está passando uma temporada em Barcelona. Lindas as alternativas apresentadas, numa grande sutileza artística de percepção e projeção das histórias vinculadas aos nomes. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a história do desenho da placa da Rua da Mata, apresentado no alto deste texto e que aqui narro para vocês.

Existe um lobo guará nas imediações da Ecovila que, numa determinada época do ano, emite seus fortes e inconfundíveis latidos, normalmente antes do amanhecer e em períodos esparsos, o que nos faz, encantados, aguçar os nossos sentidos à espera das suas manifestações (o lobo guará é o único que late ao invés de uivar, embora seus latidos lhe sejam muito peculiares). Trata-se de um animal não agressivo e imponente, de porte médio, que precisa de um amplo território e que num dia desses, como verdadeiro presente da Natureza, se apresentou a nós, enquanto estávamos envolvidos nos nossos afazeres no jardim. Ao longe, num terreno limítrofe da Vila, escutamos suas potentes manifestações, em plena luz do dia, o que nos proporcionou o enorme prazer de observá-lo enquanto, parcimonioso, ela avançava em direção a uma área mais protegida. Muito especial aquela vivência. E o nosso artístico casal de amigos teve a sensibilidade de retratar aquele ser especial, numa figura imponente que está se perpetuando no mosaico que para ali estamos construindo.

É assim que vamos construindo a nossa história para dedicá-la às gerações futuras, cientes de que estamos, cada vez mais, fazendo a nossa parte num cenário sócio-ambiental, tanto local quanto global, que clama por ações efetivas e pontuais de preservação e de fomento de atitudes em uma direção mais ecológica e sustentável de viver.

 

NOME COMUM: LOBEIRA OU FRUTA DE  LOBO GUARÁ DO CAMPO

NA LINGUA TUPÍ É GUARAMBÁ “ALIMENTO DE LOBO GUARÁ”.

NOME CIENTIFICO: SOLANUM LYCOCARPUM

FAMILIA DAS SOLANACEAE

OBSERVAÇÕES: É UM ARBUSTO ESPINHOSO QUE FORMA MOITAS, MUITO COMUM NO CAMPO DE CERRADO FORMANDO DENSOS AGROMERADOS. É CONSIDERADA PRAGA DE PASTAGENS PELOS PECUARISTAS. O FRUTO DESSA ESPÉCIE TEM SABOR FORTE E É PUGANTE, POR ISSO A POLPA É UTILIZADA NO FABRICO DE GELÉIAS.  NÃO CONFUNDIR COM O JITÓ OU LOBEIRA DE ARVORE (SOLANUM GRANDIFLORUM) CUJA PLANTA É ARBÓREA E OS FRUTOS SÃO MUITO SABOROSOS.

Ordem: CARNIVORA
Familia: Canidae
Gênero: Chrysocyon
Espécie: Chrysocyon brachyurus
Nome comum: lobo-guará, guará, mboribi

Ao ouvir seus latidos gua-á gua-á os indigenas lhe chamavam de “guará’. Estudos genéticos, assim com seu comportamento, (não formam alcateias), mostram que não é um lobo. Mas seu tamanho fez com que lhe atribuisem o nome de lobo. Estão no topo da cadeia alimentar e é responsável pelo equilíbrio ecológico. Ocupam ambientes com cerrado, pantanal, campos do sul, parte da caatinga e mata atlântica. Hoje, praticamente desapareceu dos campos do sul. Nessas regiões os fazendeiros acreditavam que o lobo-guará atacava bois. Por esse engano eram encurralados por cães e encaminhados a descidas de montanhas, morros e barrancos, pois como suas pernas dianteiras são menores, quando descem um morro tornam-se lentos e eram abatidos aos tiros. Suas pernas longas e finas e orelhas compridas e pontudas lhe da aparência de raposa, possuem ainda um crina no dorso que fica arrepiada com ele esta bravo. Sua ótima audição provida pelas grandes orelhas permite localizar pequenos animais sob a vegetação, quando os localiza, soltam sobre eles e os prende com os pés dianteiros que são maiores e os traseiros. Antigamente um casal de lobos-guará ocupava um território de 300Km², hoje são adaptaram-se a 10% 20 a 30Km², vivendo próximo do homem, acelerando o extermínio deste canídeo. Seus hábitos são crepusculares e noturnos, caçam a noite e eventualmente de dia. Capturam na natureza ratos, preas, cutias, pacas, aves, répteis, frutas, mel, cana-de-açúcar, peixes, moluscos e insetos. Com a redução de seu habitat aproximam-se das fazendas atraídos pelo cheiro do arroz cozido ou por animais domésticos como galinhas. Pela fome pode apanhar cabras ou carneiros desgarrados. Em cativeiro alimentam-se bem de frutas, carne, ovos e alimento vivo Possuem uma relação simbiótica com a arvore frutifera lobeira (Solanum lycocarpum). Nessa relação o lobo depende das frutas da lobeira como vermifogo que elimina os nematoides que infestam seus rins e sem essa fruta o lobo morreria, já a lobeira de certa forma utiliza o lobo para facilitar a germinação e distribuir suas sementes em grande áreas junto com suas fezes (um lobo pode andar 60 Km por dia, geralmente pela mesma trilha). A perspectiva é de extinção na natureza em 100 anos, por causa da agricultura, doenças de transmitidas por cães domésticos, atropelamentos em estradas e pela caça pois os fazendeiros ainda acreditam que os lobos são capazes de abater o gado. Pode viver até os 20 anos Só forma casais no momento da reprodução, com o convite da femea para o macho copular. A gestação dura em média 65 dias e com até seis filhotes, que são pretos com a ponta da cauda branca. Quando a fêmea da a luz ela não sai da toca e é alimentada pelo macho. Reproduzem-se com um ano de idade. A sua distribuição geográfica estende-se pelo sul do Brasil, Paraguai, Peru e Bolívia a leste dos Andes, estando extinto no Uruguai e talvez na Argentina, e é considerado uma espécie ameaçada. O Brasil abriga o maior número de animais; dos cerca de 25.000 indivíduos da espécie, cerca de 22.000 estão em território brasileiro. Na Argentina é chamado de Aguarú guazú, lobo de crin, zorro potrillero, zorro grande, zorro de chaco, na Bolívia Boroche, Indíginas: Gueken, guelken, huika, Indios Kamaiuras (alto rio Xingu), auratsim. Tupí-guaraní: guará.

Centenas de animais correm risco de extinção em Minas Gerais

02 de março de 2011

Risco é real mesmo com a diversidade ambiental no estado.
Para tentar proteger, Ibama fez lista das espécies ameaçadas.

Apesar de Minas Gerais ser um estado rico em diversidade ambiental com caatinga, mata atlântica e cerrado, por exemplo, muitos animais vivem em constante perigo de desaparecer.

Para tentar proteger a fauna, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) fez uma lista com as espécies que estão em extinção no estado.

O cachorro-do-mato-vinagre, o lobo-guará e o catitu são animais que lutam contra o mesmo inimigo para sobreviver: o homem.

Esses bichos fazem parte de uma lista com 274 espécies ameaçadas de extinção. Também foram incluídos no levantamento a anta e o tamanduá-bandeira.

“Os mamíferos e as aves são um grupo bem ameaçado pela própria dependência de ambiente. Das causas de extinção no estado a gente tem a degradação ambiental, a fragmentação de ambiente que é muito importante. É necessário um ambiente mais íntegro para agrupar um grande número de espécies”, explicou o biólogo Humberto de Mello.

Para o presidente da Fundação Zoobotânica, Evandro Xavier, “a humanidade se movimenta muito pela economia e, por isso, acontece a biopirataria, a agricultura e pecuária praticadas sem sustentabilidade”. “Falta muita educação ambiental no país e, mais do que isso, há necessidade de se criar áreas protegidas”, disse Xavier.

Por causa da destruição de habitat e do comércio, as aves estão entre os grupos mais ameaçados de extinção. O gavião-real, por exemplo, não é mais encontrado na natureza, em Minas. A ave, com um metro de comprimento e dois de envergadura, só pode ser vista em cativeiro. Em breve, o papagaio-de-peito-roxo e a arara-azul-grande podem seguir o mesmo caminho.

“A gente tem a própria perda de diversidade que por si já é uma coisa muito importante. Perder essa diversidade de vida que a gente tem no nosso estado. As pessoas gostam de ter uma ave que canta em casa, no quintal de casa, então a caça ou o comércio é um fator forte de extinção da espécie”, completou Mello.

Quem mata animais silvestres pode pegar de seis meses a um ano de detenção e ser multado. O valor varia de R$ 500 a R$ 5 mil, por animal. A punição vale também para quem caça ou mantém esses bichos em cativeiro, sem licença.

Depois de uma denúncia, policiais militares de Meio Ambiente apreenderam pássaros em uma casa, na Região Leste de BH. Muitos estavam feridos e em gaiolas sujas.
“No local, a gente constatou que essas aves estavam todas em condições de maus-tratos, são aves silvestres, sem a licença do Ibama e uma vez constatado a falta de licença e maus-tratos, esses animais foram apreendidos e encaminhados para o Ibama”, disse o policial militar Marcus Vinícius.

No Ibama chegam, por dia, cerca de 50 animais silvestres. A maioria, pássaros das espécies bicudo e curió.

“Existem vários fatores que fazem com que uma espécie seja atrativa, um deles é a raridade da espécie no ambiente. Então quanto mais raro mais ele vai sendo atrativo. O outro é a qualidade do canto, beleza, o porte. São coisas que acabam fazendo com que a espécie seja muito visada pelo tráfico dos animais. Se não houver ações adequadas para a mudança da situação atual, em torno de 20 30 anos essas espécies podem não existir mais no estado”, avaliou o analista ambiental e médico veterinário do Ibama Daniel Ambrósio Vilela.

Denúncias podem ser feitas pelos telefones 181 ou 2123-1600. Para mais informações sobre a legislação de tráfico de animais silvestres, acesse aqui.

Lobo-Guará

O Lobo-Guará, vive principalmente no cerrado brasileiro e embora seja chamado de lobo, não uiva e está mais próximo da raposa.

Lobo Guará – Lobo ou Raposa?

Pertence à mesma família (Canidae) do lobo, da raposa e do cachorro-do-mato. Possui o porte de lobo, chegando a altura de 90cm e pesando 23 kg, as orelhas, as pernas e o hábito solitário são mais parecidos com os de raposas, diferenciando-se de lobos por não viver em matilha e por ser bem menos agressivo. Portanto é uma espécie distinta, nem lobo nem raposa, apenas guará. Na realidade ele é muito mais uma raposa de orelhas compridas e pernas longas do que um lobo no sentido restrito.

Possui o focinho pontudo, estrutura longilínea (alongada), pernas muito magras e pelagem com coloração vermelho-ferrugem, com pêlos negros nos ombros e pernas. Os pêlos no ombro formam uma espécie de crina, por isso também é chamado de lobo-de-crina. Outros nomes são o aguaraçu, jaguaperi, aguará, lobo-vermelho ou apenas guará, que em tupi significa vermelho.

Está adaptado a viver no cerrado brasileiro, habitando florestas abertas, savanas e campos no Brasil, Argentina e Bolívia. Um casal de lobo precisa na natureza de 16km², porém vivem juntos apenas na época do acasalamento e para cuidar dos filhotes.

O lobo-guará não uiva, mas emite latidos altos chamados de grunhidos ao afinal da tarde avisando seu parceiro onde está e demarcando seu território.

Normalmente, o lobo-guará está mais ativo entre o pôr-do-sol e a manhã seguinte. Sua alimentação é a base de frutas, insetos e pequenos animais como aves de chão e roedores. Há inclusive uma fruta chamada de lobeira ou fruta-do-lobo, que é um dos alimentos principais. O lobo-guará também aprecia goiaba, banana, figo e cana-de-açúcar.

Diferente dos cães domésticos, o lobo-guará procria apenas uma vez ao ano entre abril e junho, nascendo de um a cinco filhotes de pêlo preto, avermelhando entre o primeiro e segundo mês de vida.

Lobo-guará é mau? Não!

São extremamente tímidos e medrosos, mantendo distância das pessoas. Infelizmente devido a destruição de seu habitat natural, o lobo-guará vem chegando mais próximo das residências rurais em busca de alimento, geralmente galinhas.

Ele está ameaçado de extinção? Sim!

Desde 1992 foi incluído na lista dos animais brasileiros ameaçados de extinção. O desmatamento e a transformação dos ambientes naturais em plantações e áreas de pastagem para o gado faz com que diminua as chances de sobrevivência desta espécie. A caça também é outro fator ameaçador, muitos fazendeiros acreditam que o lobo-guará ataca animais domésticos como bezerros para se alimentar e outras pessoas acreditam que partes do lobo como o pêlo é ótimo para simpatias.

Mas, o lobo-guará é protegido por lei no Brasil e na Argentina. Há grupos de pesquisadores que trabalham com a preservação do lobo-guará na natureza e outros que os reproduzem em zoológicos.

Dia do Lobo!

O dia 13 de outubro foi estipulado o dia do lobo-guará, por isso não se esqueça, principalmente nesta data, de ajudar a divulgar que o lobo brasileiro não é mau, é legal!

FONTE:

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